A Vizinha

0001 - Neyzinho e Linda

 

 

Era novo naquela cidadezinha do interior,

Mas não demorei uma hora para encontrar o amor.

Era a mais bela e virgem filha da Vizinha.

Meiga, doce e fácil sorriso.

 

Eu já quase perto dos meus 30 anos

e ela recém provinda ao mundo dos adultos.

Nós saímos, curtimos, brincamos

e no fim da noite, amamo-nos loucamente.

 

Os meses foram passando

e o amor foi aumentando.

Até que um dia, a vizinha me pediu uma ajuda

e sem maldades fui ajudar a “sogrinha”

 

Ao entrar em seu recinto

para ajeitar o Windows 98 travado,

ela logo fica nua e me atacou,

eu resisto, mas ela acaba me usando.

 

A noite, eu não resisti e contei tudo,

ela indignada jogou todo o sorvete na minha cara.

Eu gritava pelas ruas, pedindo o seu perdão,

mas o máximo que levei foi um tapão.

 

Na madrugada, sofrendo de solidão,

liguei o rádio e fiquei ouvindo Amado Batista.

Na manhã, ainda bêbado,

Ela abriu a porta e disse que estava grávida.

 

Imediatamente disse que iria assumir nosso filho,

Mas ela disse que iria abortar.

Eu não acreditei nos que sua boca dizia,

E nem nos passos que ela dava a sua vida.

 

O tempo passou e eu desacreditei no amor,

Minha vida acabou.

Ela abortou meu filho

e agora ela namorava um bandido.

 

Um mês depois chorei ao ler na manchete do jornal,

O que houve na vida dela.

Ela havia sido assassinada,

por inimigos do bandido que ela jurava amor.

 

Eu tentei levar minha vida na naturalidade,

a mãe dela tentou me consolar

e disse que tentou por várias vezes

fazer sua filha me perdoar.

 

Eu não conseguia olhar na cara daquela mulher.

Ela era a culpada!

Se ela não tivesse me usado naquela manhã,

a minha amada ainda estaria viva.

 

Daquela cidade resolvi mudar,

Mas no dia da mudança, uma surpresa fez meu coração pular.

Quando o caminhão já partia,

uma mendiga fez minha vida mudar.

 

Ela chegou dizendo:

“Você poderia me ajudar?”

Ao olhar para ela, reconheci aquele olhar 

em meio a aquele sujo todo.

 

Era ela a minha amada, 

eu a abracei e a beijei, pouco liguei pro sujo.

Ela sorriu.

Sua mãe saiu a porta e a abraçou.

 

Após alguns dias, tudo voltou ao normal.

Ela não podia mais engravidar,

adotamos um belo gúri

e Fim.

 

Que fim, o quê?

Não, é o fim é mesmo!

Mas fica o recado,

nem sempre o fim é feliz, aqui foi sorte! rarararararara

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