Sambas-Enredos 2011: Mocidade Alegre, Vai-Vai e Rosas de Ouro

Uma prévia do carnaval de São Paulo, o Dexaketo vem trazer neste post. Iremos ter neste, uma ideia dos enredos e os sambas que agitarão cada escola, a cada desfile!

mocidadealegre

Mocidade Alegre (Carrosel de Emoções)

Em todas as fases da nossa existência, da fantasiosa e inocente infância aos intrigantes anseios do porvir, deixamo-nos iludir.

Seja pela irresistível oportunidade de desbravar o desconhecido, pelo incessante desafio aos nossos limites ou até mesmo pela pura diversão, entregamos a nossa mente – fantástica fábrica de ideias – ao mais delirante estado de encanto e devaneio,

Assim como um Carrossel a girar e seduzir, a ilusão nos faz acreditar que sentimos o que na verdade não sentimos, crer naquilo que a percepção dos sentidos enganosamente nos faz saber – ou supor que sabemos – e até ousar sonhar com o impossível!

Afinal, o que seria a ilusão senão a mescla de engano e quimera, um jogo que se joga, às vezes, sem querer?

Permita-se iludir e viaje com a Mocidade Alegre rumo a um apaixonante e desafiador universo de extraordinárias sensações…

Embarque você também numa delirante viagem ao “Carrossel das Ilusões”!!!

“A ilusão não está nos olhos daquele que enxerga,
mas no poder que cada um tem de acreditar naquilo que não existe”

Lian Jack

Vai-Vai

Vai-Vai (A Musica Venceu)

Vai! Vai! Divina música, encantar minha escola, inspirar seus poetas com sua poderosa energia; vai e escreve assim, este enredo em partitura, nos leva em sons nessa aventura, a encher o ar de melodias.

Traz do Olimpo, a chama que fulgura, a carruagem de luz que acende a mente dos artistas, tange a lira do delírio da festa mágica da alegria e com seu néctar, vem ungir os pés desses sambistas.

Faz ecoar no vento aos quatro cantos, esse canto em samba e poesia, que percorre em branco e preto, as teclas da história de um artista, que ao piano trilhou o seu destino e dele fez assim a sua lida, com mãos de dedos mágicos e divinos, que pôs-se a tocar sua luta pela música e pela vida.

Torna esta avenida o palco, a pauta onde se compõe a sinfonia, em notas que se juntam a contar uma vida e seus movimentos, a saga das mãos de tantas conquistas. Mãos de menino, pequeno príncipe em seu pequeno mundo, de brincadeiras e sonhos; no “allegro” da terna infância, pés e mãos a dividir paixões: bola e piano, pés no chão, mãos à obra, razão e emoção, uma que o faz pisar a terra, outra que toca o céu e o coração.

Que se faça resplandecer hoje, esse seu universo mágico e brilhante, do planeta bola e de tantas estrelas cintilantes, que reluzem inspirações a mente, que refletem nas mãos ávidas, carentes, a vontade de aprender sempre mais.

Descortina a odisseia triunfante, ante a obstinada sede de vencer, como clave de sol a raiar a aurora, como notas a passear na escala, “andante” a brilhar sua aura suave, a voar como ave por esse mundo afora.

Nas asas da liberdade, faz então a viagem, como o som, em velocidade que se propaga pelo ar, nas trilhas que se abrem através dos continentes, ascendendo ao auge como vésper no amanhecer radiante, na cena aberta dos palcos da vida itinerante.

Persegue o sonho, seu caminhar errante, nas terras do norte distante, a tropeçar na saudade, na pedra posta em seu caminho, que atrás da bola, sua alma de eterno menino, leviana e súbita o fez cair ao chão, na armadilha do destino, rompendo esse elo divino que unia seu mais precioso sentido à sua mais pura emoção.

Revela-se então, a sofrida trajetória, do idílio ao avesso de tormenta, no “noturno” “adágio” que se apresenta, num pesadelo inclemente, a batalha implacável contra a mão indolente e a vontade titã que pulsa no coração ardente, clamando com a força de um gigante a acender a chama da paixão que avante, transpõe a muralha imponente pra música vencer novamente.

Nesse “poema sinfônico”, como frenética “rapsódia” a desafiar-se constante, inventa formas na superação a cada instante, erguendo a alma do artista; ante ao corpo doente e nas “tocatas” da vida, segue seu rumo adiante, na “fuga” do seu destino atroz, de cada nota, uma lágrima que ao teclado escorre, na expressão feroz do suor, do sofrer contido, a banhar seu rosto sob as luzes da ribalta, onde a dor ecoa como “dó sustenido”.

Mas o amante indomável da música, cisma, segue a cumprir sua saga, qual “Dom Juan” a seduzir em sons, corações e ouvidos e na sua mente, a obra de Bach, a chama que não se apaga a consumir todos os seus sentidos, ainda que perfeição de outrora, jaz agora nas veias que correm nos seus dedos enrijecidos.

Viver e sofrer é a rima, a sina, o sonho, a “sonata”, solo de seu instrumento, sua guerra fria ao teclado, entre o querer e o poder, compasso do destino, tempo, longo e longe, que o leva distante, à sorte, sortilégio cigano, derradeiro golpe, que cessa, interrompe.

E num acorde interminável a melodia estanca, se arrasta torturante e triste, quando já não se ouve som, onde já não há movimento, como quem ainda ampara a frágil chama. No limiar das cinzas, renasce a fênix, luxuriante à mente ao se iluminar incandescente onde a paixão se ergue, se inflama e abre suas asas como um sorriso “largo”, com a força e vontade de um adolescente, que revive, rebrilha, como rei, régio, regente!

A saga das mãos continua a nos ensinar uma lição de vida, um exemplo de força e talento. Hoje a Vai Vai é uma orquestra a tocar esta sua sinfonia, obra prima, viva, notas da vida que seu destino escreveu, neste palco iluminado esta “cantata” clama:

A música venceu!
Bravo!
João Carlos Martins!

rosas de ouro

Rosas de Ouro (Abra-te sésamo, a senha da sorte)

O sol quando esconde a tardezinha, tem a cor de maravilha colorindo a nossa Brasilândia, e, também se transforma em um dos grandes símbolos universais da sorte, para brilhar no Carnaval Paulistano e contemplar com seus raios fascinantes mais um grande espetáculo da Sociedade Rosas de Ouro.

¨Abre-te Sésamo¨ é esta a senha para que se possa penetrar no resplandecente mundo da sorte.

Em uma das mais conhecidas e amadas histórias das Mil e uma Noites, Ali Babá um simples lenhador persa obteve a sua sorte ao descobrir que um bando de malfeitores utilizava-se de uma montanha como esconderijo para incalculáveis tesouros roubados. .

Quando o chefe do bando pronunciava as palavras, Abre- te Sésamo, as paredes da montanha se abria e dentro dela os ladrões guardavam todas as riquezas obtidas em seus roubos.

Fardos de sedas, brocados e outros tecidos preciosos, além de ricos tapetes. Havia ainda enorme quantidade de mantimentos e, espalhados pelo chão, sacos e mais sacos de moedas de ouro e prata. Era tão fabuloso o tesouro que Ali Babá teve a impressão de que aquela gruta servia de abrigo aos ladrões não apenas há anos, mas há séculos.

A partir de então, a vida de Ali Babá nunca mais foi a mesma, e, assim aproveitando a fortuna que conquistara , viveu com a família em grande conforto e cercado do maior prestígio na cidade, sabendo enfrentar todos os desafios causados pela descoberta casual.

Sorte que é um quase sinônimo de destino transformou a vida de Ali Babá e também de diversas pessoas mundo afora. Para o imaginário popular, a sorte é um elemento real, presente ativo no cotidiano.

Diversas figuras do imaginário popular buscam representar e explicar a sorte.

A concepção de sorte é profundamente enraizada no imaginário popular, interferindo na conduta dos que nela acreditam, conforme a forma em questão. Em muitas culturas, imagina-se que a sorte possa ser obtida através de artifícios mágicos, como ferraduras de cavalo, trevo de quatro folhas, figa, etc…

Roupas coloridas, tendas alegres e olhares atentos ao destino alheio. Assim surgem em nosso enredo os ciganos, uma cultura nômade que utiliza-se de diversos métodos de leitura para prever o futuro e a sorte das pessoas.

Hoje Abre-te Sésamo representa a grande sorte de diversas pessoas em conquistar seus tesouros através da loteria e da mega-sena, e, assim se tornar um milionário,ou seja, uma.pessoa iluminada igual a Ali Babá em sua fabulosa história das Mil e uma Noites.

Abre-te Sésamo! É esta a senha para que se possa penetrar na resplandecente montanha repleta de maravilhosos tesouros.

Abre-te Sésamo!

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