Entre Eu e Você

 

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Depois da morte do meu grande amor, minha vingança com meu pai seria inesquecível. Ele iria ver se o dinheiro sujo que sobe, é o mesmo que derruba. Ele iria descobrir de está cercado de servos, é está cercado de vermes. Ao chegar em casa, vesti a minha melhor roupa, aquela de homem bem sucedido, escolhi meu melhor carro, levei meu melhor vinho, um francês produzido antes da Revolução Francesa. Matar a mulher que me ensinou que existem outras coisas acima da grana foi a gota d’agua para mim sair do “dinheirismo” criado por Santo Lúcio Correia de Matos.

Ao chegar na festa, fui abordado pro manobrista, ali mesmo dei meu carro para ele, o manobrista que se chamava Raian ficou todo feliz. Quando entrei, logo fui cercado por um bando de babões que ficavam puxando meu saco em troca de patrocínio e outras coisas. Não dei atenção à eles. Enfim, estava do lado de papai. Ele perguntou se minha raiva já havia passado, eu disse para ele que sim, ele não sabia que o que faria em alguns minutos destruiria todo o império dele.

A festa era a entrega de mais um grande empreendimento construído no lugar onde morava um bando sem futuro que a sociedade agradece por estarem mortos, era assim que ele se referia aos pobres, como se ele fosse um exemplo, assassino. O empreendimento era lindo, era um prédio, 45 andares, enorme área de lazer para os moradores, cerca de 3 apartamentos por andar, mais um apartamento melhor que o outro. Os Engenheiros que projetaram o prédio foram nem citados. Então, ele me chama, hora do show.

Ao chegar no palco resolvi não fazer hora e não alongar a história. Ali no palco falei tudo o que queria falar, chamei todos os puxa-sacos de puxa-sacos, chamei meu pai, pai é o carái, minha esperança era minha mãe ter traído aquele homem que não honra o que tem entre as pernas e fala a voz do bolso. Diante de todos o humilhei, falei dos viagras e do que as acompanhantes falam dele depois do pagamento, além disso, falei que todos ali o detestavam, amavam a grana dele. De fininho, sai do prédio, rico que era, já havia tirado todos os outros hóspedes daquele hotel e indenizado o dono daquele, com um controle universal, ativei uma bomba que havia instalado, era só uma, mas instalada no sub-solo, na intensidade necessária para soterrar todos aqueles malditos no inferno. Após a queda do Hotel, a morte de meu pai, sabia que iria preso, como matei vários homens ricos, ficaria preso, para não ver nos jornais, meu pai virando herói, sorri, fui até a cozinha de um hotel vizinho, comprei uma faca e me matei ali mesmo ….

O dinheiro não é tudo … ou pode ser tudo na forma literária da palavra.