Associação dos Sonhos Perdidos

 

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Sem emprego, dois anos após ter sua filha, ou seja, agora no ano de 1995, Jéssica não sabe o que fazer. Em uma medida desesperada, ela resolve se prostituir, mas não como qualquer uma, como ela própria definia, ela era uma acompanhante. Ou seja, saía com um velhos solitários para pegar a grana deles. Sorte dela? A maioria não pegava no tranco ou dormia na hora H. Quando eles se acordavam, ela fingia que havia sido maravilhoso e o “véio” pagava. Mas um certa dia, ela saiu com um coronel. Ele não era um “véio”, pior era um animal. No “vuco-vuco”, não percebia que machucava ela, ele quase que strupava ela. Ao acabar a prática sexual, não pagou e pior espancou ela, espancou a ponto dela ir ao hospital. Quando conseguiu a alta, ela saiu da tal vida e tentou um novo emprego.

 

Nessa caça por um novo emprego numa cidade como Fortaleza, ela contratou uma babá para cuidar da filha dela. O “problema” era que a tal babá era muito sexy, e como todos sabemos, Jéssica era bissexual, ou seja, ela passou a tentar a babá. Só lembrando que Jéssica também era outra mulheraça. Voltando a busca pelo trabalho, Jéssica conseguiu um emprego como caixa de um mercadinho perto da casa dela. A grana era um modesto salário-mínimo, ou seja, ficava difícil sustentar a babá, mesmo assim ela manteve a babá e, melhor, pegou a babá. As duas começaram com um caso, quando se percebeu, as duas já estavam juntas há quase um ano. No fim de 1996, já com idade, Estrela passava o dia numa escolinha em tempo integral que havia perto da casa de Jéssica. O que Jéssica não desconfiava era que o dono do colégio tinha repúdio a homossexuais, ou seja, avisou ao conselho tutelar sobre as “sapatões” cuidando da menina. Quando o Conselho Tutelar flagrou as duas, levou a menina delas. Começava mais uma batalha para Jéssica.

 

Continua no próximo capítulo.