Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém – Capítulo 25

O resultado foi um ‘baita’ enredo sobre a vida das mulheres no decorrer da história da humanidade. Carros alegóricos lindos, fantasias lindas, era cada desenho, era cada frase de enredo … Sabe o que fiz com aquele enredo e com os desenhos? Joguei fora! Iriam me chamar de doida, se continuasse naquele caminho. As pessoas que conheço, quer dizer, os colegas que tinha não aceitariam isso. Se bem que … Sei lá, voltei a comer meu xilito e assistir o desfile.

No dia seguinte, fiquei vagando, só de camisa, pelo meu pequeno apartamento. Sem nada para fazer, resolvi ver umas fotos antigas. Vi fotos do meu pai, fotos da minha mãe, da minha família e vi o quanto eu era rebelde. Nunca quis fazer o que eles pediam, se era para está de preto, ia de branco, se fosse para ir a missa, ia ao rock. Eu era levada. Mas depois que cresci, mudei, quer dizer, fazia tudo escondido. Meus pais morreram não sabendo que eu gostava de meninos, mas só para diversão. Gostava mesmo era de meninas. Minha maior paixão era minha melhor amiga da antiga 8ª série, mas ela nunca percebeu, sempre me tratou como melhor amiga.

Revirando essas fotos, vi a foto dela. Ela era linda, encantadora, charmosa, porém ‘hetero’. Peguei aquela foto e colei na porta do guarda-roupa. Ela me inspirava, desde a masturbação à desenhos que fazia em velhos papéis. Não tinha dinheiro, não tinha ninguém que gostasse de mim, mas tinha aquela lembrança, que me deixava alegre só em saber que ela existia. Mas a história ainda não havia acabado…

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