Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém – Capítulo 31

Era mais um dia de minha vida sem graça. Minha musa agora era passado. Nessa sociedade machista e opressora, lésbica boa era lésbica bi e era isso que eu tentaria a partir de agora. Sou uma legítima Gabriela, quase a idealizada por Jorge Amado, conquistar um homem não seria difícil, difícil seria suportar um.

Antes de encarar o trabalho, ainda tentava lembrar o que havia dito para Thaís, apesar que também tentava a esquecer. Já no elevador da revista, para qual trabalharia naquele dia, um garoto engraçado subiu comigo. Ele aparentava ser novinho, estagiário, desajeitado e virgem. Inicialmente pensei em ser malvada, como não gosto de homem, transaria com ele, seria ruim pra mim e o traumatizaria para o sempre, mas depois a ideia passou.

Ao chegar no andar, fui negociar os valores a serem ganhos com editor-chefe. Ao chegar a sala dele, levei um susto, ele havia se matado, ao ver a cena gritei e chamei os jornalistas ali presentes. Todos ficaram chocados com aquele homem com uma faca encravada na veia aorta. Ninguém tinha ideia do porquê daquilo. O estagiário virgem do elevador pegou o celular dele e examinou todas as redes sociais do chefe falecido e percebeu que ele se matou porquê ele havia largado a mulher para ficar com a amante, mas a amante não o quis, só pelo fato dele não ser suficientemente rico para ela. Antes de começar a xinga-la, a foto da tal amante, mostrada pelo estagiário me deixaria muda. A tal amante era Thaís!

Um pouquinho de Amor Faz Mal a Ninguém - Dexaketo

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