Palmeiras – Campeão do Mundo 1951

O grande problema do Futebol é o costume de “zerar” a história. Não falo somente dos Campeonatos Mundiais e Campeonatos Nacionais, mas em diversas competição. Quase sempre por estratégia de marketing, se resgata torneios do passado e não se contam as conquistas anteriores. Quando a FIFA realizou o seu “Primeiro” mundial em 2000, já haviam ocorrido diversos torneios intercontinentais, como a Taça Rio de 1951 e a inúmeros jogos entre o campeão da UEFA e da CONMEBOL. A história não se apaga, o Liverpool não deixou de ser Campeão inglês em 19 vezes, só porque NUNCA ganhou a Premier League. Pelé não deixou de ser o maior campeão nacional, só porque a CBF resolveu, do nada, não contar os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa. O Palmeiras não deixou de ser campeão do Mundo em 1951, só porque os rivais não o reconhecem. A história foi escrita, por mais que o futuro tente apagar.

Em 1951, a CBD organizou, com aval e logística da FIFA, um torneio que reunia os principais campeões nacionais do mundo. Não havia Liga dos Campeões da UEFA, nem Libertadores, então não se podia criar um torneio utilizando estes como parâmetro. No Brasil, não havia campeonato nacional, pois na época avião era coisa rara, não é como hoje. Então foram: Vasco, base da seleção brasileira e campeão carioca, e o Palmeiras, campeão Paulista e do Torneio RIO-SP. Além deles, foram mais 6 campeões nacionais:

  • Nacional, campeão uruguaio (Uruguai campeão do Mundo em 1950)
  • Nice, bicampeão francês
  • Sporting Lisboa, tricampeão português
  • Juventus, substituiu o Milan, campeão italiano daquela temporada.
  • Estrela Vermelha, campeão iugoslavo
  • Austria Viena, terceiro do  austríaco.

 

Lembre-se que em 1951, o futebol alemão não tinha prestígio, o argentino estava esquecido, o inglês era fechado e o espanhol não era tão reconhecido.Foram os melhores daquela época, em futebol organizado como era organizado a época. Não tente impôr um pensamento de 2016 em um 1951. Estavámos em meio a Guerra Fria, o mundo tinha acabado de sair da Segunda Guerra Mundial. O Futebol era a modalidade que mais crescia, era o mais reconhecido, era o único que colocava quase 200 mil em um estádio.

O formato de disputa era semelhante ao Mundial de Seleções. Os times eram divididos em 2 chaves de 4 clubes, onde jogariam todos contra todos em turno único, onde os 2 melhores avançariam a fase final.

Apesar de ser Taça Rio, a competição ocorreu no Rio e em SP. O Vasco ficou no grupo com jogos no Rio, enquanto o Palmeiras ficou no grupo com jogos em SP.

Ao fim da primeira fase, Vasco e Austria Viena avançaram no Grupo carioca, enquanto que Juventus e Palmeiras avançaram no grupo paulista.

Os classificados jogaram semifinais, em jogos de ida e volta. A ida em São Paulo, a volta no Rio. Assim, a Juventus eliminou o Austria Viena e o Palmeiras, eliminou o favorito Vasco.

Na final, também disputada em dois jogos, o Palmeiras venceu o primeiro no Pacaembu e empatou o segundo no Rio, assim ganhando o título de primeiro campeão mundial de clubes. os gritos de “Brasil – Campeão do Mundo”, o Palmeiras resgatou o orgulho do futebol brasileiro, entristecido pela derrota na Copa de 1950, e coroou uma geração que ganhou tudo pelo time mais guerreiro daquele período.

Que fique claro! O título do Palmeiras foi reconhecido a época dos várias instituições, que depois vieram a “zerar” esse reconhecimento. Além disso, o título foi recebido e abraçado por todos no país, mais de um milhão foram as ruas comemorar o Mundial do Palmeiras, e do Brasil.

O Choro é livre e o Mundial é nosso!


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