A Vidraça – Capítulo 1

Primeiramente, obrigado por nos ler! Fico grato com vossa companhia e espero que goste desta história, pois esta foi feita com o objetivo de agradar você, nosso leal leitor.

A partir de agora, contarei para vocês, uma intrigante história de ódio e vingança, passada nos dias de hoje, na majestosa e “caliente” Fortaleza. Apesar do tom de realidade existente no enredo, esta é uma obra de ficção e que tem como o objetivo fazer refletir sobre alguns problemas de nossa cidade.

Vamos a história…

Era um típico dia de calor em Fortaleza, como diria o cearense gaiato, era uma “lua para cada um”. Os termômetros da Beira-Mar anunciavam pela orla que a temperatura estimada era de 36ºC. Estávamos no período da Alta-Estação, logo hotéis e praias estavam completamente lotados de turistas de todo canto do mundo.

Entre os turistas, a bela colombiana Lola Gimenez. Era impossível não perceber sua presença, sua linda pele morena e seu sorriso encantador, se destacava em meio aos pobres mortais que passavam pelo calçadão naquele momento. Mas será que uma mulher tão linda como Lola, se encontrava só, em meios aos “gaviões e urubus” que habitam Fortaleza? Não! Ela veio com seu “Hombre”, que era cerca de 30 anos mais velho que ela, que diferentemente dos moços da idade da bela, era rico e a presenteava como os mais caros e valiosos presentes possíveis, seja com ouro ou com viagens internacionais, como a que estavam a fazer naquele instante. Lola era uma mulher cara, que colocava o dinheiro acima de tudo e todos.

Naquele dia, Lola e Valentino, nome do velho moço que era seu companheiro, foram passear pela orla. Enquanto caminhavam, próximo ao Jardim Japonês, eles foram abordados por meninos, conhecidos na cidade como “mirins”, jovens fora da lei que praticam roubos e furtos na cidade, principalmente naquela região, devido o alto número de turistas que passam por lá com dinheiro e pertences de valor, como joias, relógios e celulares. A abordagem foi rápida e trágica, pois, por não querer “passar” o seu relógio comprado na Suíça, Valentino levou um tiro e morreu ali mesmo. Os mirins levaram tudo dele, inclusive a vida. Lola começou a chorar demasiadamente, sem acreditar no que ocorrera. Para piorar, a ambulância do SAMU demorou bastante para chegar ao local e quando chegou ainda teve que enfrentar uma multidão de curiosos que apareceram por lá. Enquanto as lágrimas de Lola caíam de seus olhos, chegavam os carros e repórteres dos mais distintos programas policiais da cidade. A Polícia e a Perícia Forense demoram a chegar, mas ao chegarem, retiram Lola dali e começam a tratar dos trâmites legais. A Perícia não teve como investigar, pois a população distorceu completamente a cena do crime.

Ainda naquele dia, para piorar a vida da Colombiana, a Polícia Civil estava de greve, e foi difícil achar um delegado para receber o depoimento, mas apareceu. Na sede da polícia turística, ela depõe e registra o B.O. A polícia lamenta o ocorrido e ali mesmo, auxiliam a bela a começar com os trâmites legais, como o que enviaria o corpo de Valentino de volta a Colômbia.

Ao sair da delegacia, Lola retorna ao hotel e diante os pertences de Valentino próximos dela, ela cai aos prantos. É verdade que ela estava com ele por interesse, mas era reconhecível, que este havia sido o homem que mais bem cuidou dela, em toda sua vida. Aos poucos, a tristeza começa a se tornar revolta e por trás daqueles belos olhos, vidraças da alma, o desejo de vingança surgia. O que ela iria fazer agora?

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