A Vidraça – Capítulo 2

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Com a vingança comandando sua alma, Lola vai até a sede da Polícia e pergunta, com uma espécie de “Portunhol”, quais policiais ali se venderiam a ela para matar “los chicos” que  mataram “su novio”. Os policiais, logicamente, se revoltaram e pediram para ela se retirar, antes que fosse presa por “propina”. Lola ainda revoltada, xinga os policiais e sai de lá, direto para o táxi.Obviamente, ela iria a outro DP em busca de algum policial corrupto, mas nem precisou. Ali mesmo, um dos policiais, ainda fardado,  entrou no táxi e disse a ela: “Me manda os detalhes por Whatsapp. Sei como fazer o que quer. Pode contar comigo! Esse é meu número, delícia!” Após deixar claro que faria o que nossa jovem colombiana queria, ele se retirou do táxi. A impressão de que ele era o cara inescrupuloso que ela necessitava, havia sido deixada.

Ainda naquela noite, no hotel, Lola repassa os detalhes do caso àquele policial, que tinha a foto da família no perfil do Whatsapp, demonstrando o nível de hipocrisia que ele tinha. Moranílson, como se chamava, era veterano na polícia, e nunca existiu nenhum compromisso dele com a farda ou com a instituição. Seu interesse ao entrar na polícia cearense, era, além de ter um salário fixo e uma carreira notável em um serviço público, para fingir aos seus parentes e conhecidos que era um homem honrado, receber uma “mesadinha” dos pilantras que residiam na sua “área”. Porém, com os anos de corrupção que teve, ele virou o “chefão” daquela mesma área. Ele morava no sul da cidade, região com o menor IDH (Índice de desenvolvimento humano) da cidade, e principalmente, em seu bairro, ele “tocava o terror”. Ele não tinha medo de ninguém, ele mandava e desmandava quando podia. Até mesmo o preço dos “bagulhos”, ele determinava. Cada dono de “bocada” tinha que pagar o devido “aluguel” a ele, para ele permitir o funcionamento desta. Quem não pagava, era morto! Como se tratava de bandido, a população nem ligava – “Bandido bom, era bandido morto!” – Aliás, a população, o tinha como herói, pois somente os bandidos sabiam desse lado oculto daquele “pai de família”. Moranílson era uma vergonha para a Polícia Cearense.

No dia seguinte, os dois se encontram no Espigão da Praia de Iracema, como combinado na noite anterior. Ele estava “à paisana”, logicamente, e ela linda, como sempre. Em meio ao paradisíaco pôr-do-sol de Fortaleza, eles combinam a morte dos “mirins”. Lola repassa o dinheiro vivo na maleta, dinheiro esse que estava guardado no hotel, Valentino havia trago pra curtir ao máximo a cidade. Ela paga cerca de 20 mil reais de entrada ao “nojento”, e depois pagaria “com carne” a segunda parcela, que ele receberia após executar o plano. Moranílson ainda roubou um beijo dela, que com muito nojo, permitiu. Ele tinha 2 dias para colocar tudo “em ordem”, era o tempo de estadia dela na cidade.

(Próximos Capítulos….)

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