Guyana

 

A Guiana é um país localizado no norte da América do Sul (Nossos vizinhos que falam inglês). Limita-se com o Suriname ao leste, Brasil ao sul e sudoeste, Venezuela ao oeste, e com o oceano Atlântico ao norte. Culturalmente, é parte do Caribe anglófono (Caraíbas anglófonas, em português europeu). A Guiana foi colônia holandesa e, subsequentemente, britânica. É o único Estado-membro da Commonwealth (Comunidade de Nações) situado na América do Sul. Além disso, integra a Comunidade do Caribe (CARICOM), cuja sede se situa na capital, Georgetown, e também é membro pleno da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL).

A Guiana conquistou sua independência do Reino Unido em 26 de maio de 1966, mantendo Isabel II como chefe de Estado, e tornou-se uma república em 23 de fevereiro de 1970.

Historicamente, a região conhecida como “Guiana” compreendeu a grande massa de terra no norte do rio Amazonas e leste do rio Orinoco, conhecida como a “terra de muitas águas”. Ao longo de sua história, consistiu em três colônias neerlandesas: Essequibo, Demerara e Berbice. Com 215 000 km², a Guiana é o terceiro menor Estado independente no continente sul-americano, depois de Uruguai e Suriname.

A zona mais habitada é a faixa litorânea, constituída por um terreno plano, pantanoso e, em grande parte, posicionado abaixo do nível do mar. Para evitar inundações, foi construído um complexo sistema de diques e canais. O interior do país é ocupado pela densa floresta amazônica.

 

A maioria da população da Guiana – em torno de 90% – vive em uma estreita faixa costeira que vai de 16 a 64 quilômetros de largura e que constitui aproximadamente 10% da área terrestre total do país.A atual população da Guiana é racialmente e etnicamente heterogênea, com grupos étnicos originários da Índia, África, Europa e China, bem como povos indígenas ou aborígenes. Apesar de suas origens étnicas, estes grupos compartilham duas línguas comuns: o inglês e o crioulo.

O maior grupo étnico é o indo-guianense (também conhecido como indo-caribenhos), os descendentes de povos vindos da Índia, que compõem 43,5% da população, de acordo com o censo de 2002. Eles são seguidos pelos afro-guianenses, os descendentes de escravos da África, que constituem 30,2%. Guianenses de origem mista compõem 16,7%, enquanto os povos indígenas (conhecidos localmente como ameríndios) compõem 9,1%. Os grupos indígenas incluem os Arawakos, os arekuna, os capons, os uapixanas e os macuxis. Os dois maiores grupos, o indo-guianenses e os afro-guianenses, têm experimentando alguma tensão racial nos últimos anos.

Mais da metade da população da Guiana, 57%, é cristã. Os protestantes representam 22% da população, os católicos 11% e os anglicanos 9%. Há notável adoção do hinduísmo, sendo que 28% da população professa esta fé. Isto se deve ao fato de que grande parte dos guianenses são descendentes de indianos. Os islâmicos respondem por 7% da população do país.

A Guiana é uma república democrática representativa indireta, dividida em 3 poderes, sendo que o presidente é eleito pelo parlamento. O poder legislativo é unicameral, composto por 65 representantes. O presidente pode dissolver a câmara e convocar novas eleições.

 

 

O país é dividido em 10 sub-divisões, e ainda enfrenta problemas com suas vizinhas Venezuela e Suriname por questão territorial. As maiores cidades da Guiana são: Georgetown, New Amsterdam, Linden e Anna Regina.

A economia da Guiana ainda é muito dependente do setor primário, que responde, sozinho, por mais de 30% do PIB do país. As principais atividades são a mineração, a exploração madeireira, a agricultura, a criação de gado e, em menor escala, a pesca. O item agrícola de maior importância é a cana-de-açúcar, seguida de arroz, mandioca e frutas. Na mineração, o destaque é a bauxita. A indústria ainda é bastante precária. De maneira geral, a Guiana encontra-se tecnologicamente atrasada em todos os setores de sua economia e depende de capital estrangeiro para se desenvolver. Com um produto interno bruto per capita de apenas US $ 4.700 em 2006, a Guiana é um dos países mais pobres do hemisfério ocidental. O contraste entre as áreas precárias e as áreas residenciais de elite com mansões imperiosas, muitas vezes construídas dentro de algumas milhas uma das outras, é evidente.

O sistema educacional foi baseado no antigo sistema educacional britânico. Os estudantes devem fazer o SSEE (exame para entrar na escola secundária) na sexta série. Eles fazem o (CXC) no final da escola secundária. Recentemente eles introduziram o exame CAPE, que todos os outros países caribenhos já possuem. O antigo sistema britânico Advanced Level praticamente desapareceu e agora é oferecido em apenas algumas poucas escolas (em janeiro de 2007). A razão para o foco insuficiente ou as várias disciplinas pode ser atribuído diretamente as escolhas comuns feitas pelos estudantes de se especializar em áreas similares (matemática/química/física ou geografia/história/economia). Com a remoção do sistema Advanced Level que encorajava essa especialização, espera-se que isso atraia mais os estudantes a variar seus estudos.

Muitos indo-guianenses seguem o hinduísmo e o islamismo. Por isto, é comum encontrar templos hindus e mesquitas muçulmanas. Os guianenses que seguem estas religiões cultivam os hábitos dos demais hindus e muçulmanos do mundo. Alguns afro-guianenses, devido a influência jamaicana no mundo no que se trata do estilo rastafári, usam cabelos dreadlocks e gostam de ouvir música reggae. First Born é uma banda de sucesso no país atualmente. Falando em reggae, muitos já ouviram falar em Eddy Grant, cantor conhecido mundialmente pelas canções, “I don’t wanna dance” e “Gimme hope, Joanna, gimme hope”, além de muitas outras, nasceu na Guiana. Trinidad e Tobago exerce influência no país através do Calipso. O carnaval guianense é repleto de concursos de cantores de calipso e seu mais novo estilo, soca. Os afro-guianenses, em sua maioria, são praticantes do cristianismo, sendo membros de várias denominações, desde a católica até a protestante.

west-indies

Diferentemente do resto da América do Sul que possui preferência absoluta pelo futebol, a maioria dos guianenses prefere o críquete, esporte muito popular no Caribe, o país sediou jogos da Copa do Mundo de Críquete de 2007. A Guiana e os demais países de língua inglesa caribenhos formam uma das mais importantes seleções de críquete, o West Indies.

Fonte: Wikipedia


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