Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém – Capítulo 37

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No dia seguinte, ao chegar no trabalho, uma notícia infeliz passaria a me atormentar. Ao entrar no estúdio, o choro tomava de conta dos meus companheiros de trabalho, sem entender o que ocorria, vi Adriana, percebi que ela era quem mais estava desesperada, cheguei nela e perguntei o que houve. Ela olhou com ódio para mim e dizia que eu era a grande responsável por tudo aquilo. Transtornada comecei a entender o que acontecia ali, o estagiário havia se matado por eu não ter aceitado seu amor. Adriana quis me bater, me matar, sendo que eu também estava transtornada, pois eu não queria, fui clara, não dei esperanças, fui sincera… porquê? Meu novo chefe que mal havia começado o trabalho, resolveu decretar luto e todos iriam no velório do estagiário, mas eu não.

Desolada, fui até a pizzaria de Matteo. Ele veio bravo gritando porque eu havia voltado para Thaís, mas eu afirmei a ele, que não foi Thaís, que eu havia matado um homem. Ele ficou assustado e pediu os detalhes, então falei. Matteo disse que eu não havia matado ninguém e que ele era um doente. Então, eu falei que Thaís havia me matado também, que eu era outra. Então, Matteo disse: “Não devemos mudar porque alguém nos machucou e também não devemos forçar ninguém a nos amar. Thaís não é obrigada a te amar, porque você a ama, mas também não pode te usar, por saber disso. Tu não podia namorar o estagiário, só porque ele te ama, como ele não podia se matar por isso. Somos mais de 7 bilhões no mundo, o amor um dia aparecerá, basta estarmos preparados, mas se estivermos ocupando o coração com ódio, mágoa, medo e outros sentimentos, podemos perdê-lo e termos que ralar bastante até encontrar outro. Um grande amor quando passa pela gente, temos que saber reconhecê-lo. Não fique triste, ele se matou porque não está preparado para amar e nem para viver. Pois a vida é dia de derrota, lamentação e outro de vitória e comemoração. Agora erga-se, Gabi! Você não tem culpa, ao contrário, foi sincera e não o enganou. Foi digna!” Matteo sabia como acabar com minhas lágrimas. Era o único homem que amava, já que meu pai me estuprava e só sentia nojo por ele, já Matteo era um irmão mais velho que me fazia muito bem. Como pude brigar por ele por causa de uma mudança desnecessária. Eu era maravilhosa, Thaís que me perdeu e o estagiário se matou porque não soube amar, eu não podia me matar e ser uma pessoa fria, só porque um alguém me machucou. Dei um beijo na bochecha em Matteo e fui no Shopping mais uma vez.

Ao chegar no Shopping, Adriana estava lá fazendo compras e rindo alto. Cheguei nela e perguntei: “Quando foi para me crucificar, você foi a primeira a botar no prego, agora a senhorita está nem aí… nem parece que seu irmão morreu! Saiba que ele era um homem incrível, pena que não sabia lidar com os sentimentos do amor, vai ver porque tinha uma irmã que não o ajudava. To aqui no Shopping, comprando roupas para corrigir um erro que fiz e hoje ia enlouquecendo de novo por causa das suas palavras. Você é hipócrita! Se eu ‘matei’ seu irmão, você dançou em cima do caixão! Passar bem!” Sai dali e fui para casa.

Já em casa, completamente furiosa, recebo uma mensagem…

(Próximo Capítulo)

 

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