Cemparimbu – Capítulo 4

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A bela Samami só chorava com o que ocorria. Leazinha era uma vadia, mas uma vadia com coração. Ao ver a japonesa chorando, se aproximou dela e ficou a conversar com ela, tentando a consolar diante aquela triste situação. Bernardo percebe que o americano estava com um olhar de quem faria algo, malandro como era, percebeu também que ele era a vítima, independente do que o americano estava a querer fazer.

Após algumas horas, a NASA se contacta com os viajantes do espaço, disseram a eles que deveriam acelerar a nave, pois se seguissem viajando naquela velocidade demorariam mais tempo para chegarem em Cemparimbu e a comida era contada. O Russo Joseph Kleur disse aos comandantes que o japonês se suicidou. A notícia caiu como uma bomba em Orlando. Kleur explicou o que houve, mas apesar disso, os noticiários no Mundo inventavam diversas conspirações sobre a morte do japonês.

Quando o contato foi encerrado, os tripulantes foram comer. No meio da ceia, o americano se retirou da mesa, a russa pediu para trocar de canto com a Leazinha, a brasileira querendo ser gentil, disse: “Tudo bem!”. Porém, Bernardo a segurou e disse: “Não consigo comer longe dela!”. Os outros acharam estranho. Quando o americano voltou, estranhou a Russa não está do lado de Bernardo. Bernardo esperto disse que o americano não precisava andar armado na nave. Quando o Americano foi puxar a arma, Noimo acertou um tiro na cabeça deste. A Russa puxou a faca, mas no mesmo instante Bernardo acertou um tiro nela. O russo queria entender o que era aquilo. Bernardo disse que o americano e a russa planejava matar ele e Leazinha,  depois os argentinos e a japonesa, assim se sucederia até restar somente eles dois. O plano envolvia os dois mais o casal americano que ficou na Terra. Quem descobriu o plano foi Noimo, que somado a desconfiança de Bernardo realizaram a contra-armação. O Americano estava morto, enquanto a russa ainda se debatia. Sem nenhuma humanidade, Bernardo se direcionou até a russa e cortou a cabeça dela. Noimo disse que era insignificante aquilo que ele fez. Bernardo nunca havia matado ninguém, apesar de trambiqueiro. Na mesma hora, soltou o facão e começou a chorar. O russo furioso pegou o corpo dos mortos, jogou no lixo e excretou. Quando ele voltou a mesa, disse: “A partir de agora, eles se suicidaram também. E que isso não ocorra mais! Eu sei que aqui não tem só cientistas, mas o nosso objetivo é conhecer esse novo planeta e salvar a humanidade, já que em 2000, o mundo acabará! Peço foco aos senhores!” A americana Hellen Cruz, não tinha mais vontade de comer, foi até seu quarto. A “póbi” estava apaixonada por aquele traste.

Após algumas horas, um novo contato e o Russo disse que a Nasa deveria ter escolhido melhor os tripulantes, pois mais dois haviam se suicidado, e ele não queria chegar só no novo planeta. No mesmo instante, mais uma morte. Um “papoco” de bala é escutado ao longe, a argentina Juliana De La Esperanza, se matou no banheiro. Kleur voltou a mesa de contato e afirmou que aquela viagem era um pesadelo naqueles primeiros dias. Os comandantes da NASA estavam sem entender o porquê daquilo tudo.

(Próximo Capítulo)

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