Abaixo à Intolerância!

Após os atos hostis de Quinta-Feira e Sexta-feira (02 e 03), diante o tema que circundou a morte da ex-primeira-dama, Marisa Letícia, percebi que a política no Brasil tomou proporções nuca vista antes. Os militantes se tornaram MONSTROS, os “defensores da democracia” são os IMPOSITORES DE SUA VERDADE como a única certa. De um lado, vimos alguns “direitistas” vibrarem com a morte de Marisa, do outro, “petistas” hostilizarem Temer, que foi prestar suas condolências a Lula.

No Brasil, a DOENÇA do “EU TO CERTO E SOU PERFEITO, LOGO SOU INQUESTIONÁVEL”, vem gerando um sentimento de ódio inadmissível em uma sociedade democrática. A democracia se fortalece na diferença de ideias e na condensação dessas em um debate, criando algo bom a todos. O que difere disso é Tirania.  Hoje, um petista só pode ter amigos petistas, um tucano só pode ter amigos tucanos, um bolsomito não pode ter um amigo a favor do casamento gay. Ou seja, estamos desenvolvendo a geração da segregação espontânea. Não existe uma posição de um governo ou da mídia sobre isso, ao contrário, quando FHC foi o primeiro a visitar LULA, vemos que naquele momento, as disputas políticas ficaram de lado, que existem outras questões nas relações humanas que vão além a um mero posicionamento político. Porém, principalmente, nas Redes Sociais, você só pode ter amigos que pensem igual a você, você não pode ter pessoas próximas que pensem diferente. Ser amigo de alguém que pense diferente, para muitos, é algo inadmissível! O que é uma idiotice sem tamanho!

Que fique claro, que isso se amplia e vai além de política. Religião e Futebol também vem sendo usado como “fator” desagregador. As pessoas, ao invés, de lutarem pela paz, pela democracia de fato, vem lutando pelo ódio, pela ditadura de ideias. Um exemplo: Vinha da casa de uma amiga, no auge do #ForaDilma. Estava de amarelo, só porque estava de amarelo, não tinha ido para manifestação nenhuma, tava só de amarelo. Levei uma carreira de um grupo de petistas perto de casa. A camisa tinha escrito nada, era só amarela, lembrando um pouco o Verde-Limão do Palmeiras, por isso usava, mas não, para eles eu era um “coxinha”, e mesmo sem me conhecerem, foram atrás de mim com um ódio. E isso aconteceu com pessoas de vermelho que estavam próximas a quem era a favor do Impeachment. Isso levou o governo a erguer um muro para separar os “animais” de cercado no dia da votação do Impeachment. Ou seja, uma imbecilidade sem tamanho.

Enquanto as pessoas cada vez mais se separam em grupos, mais será sem sentido lutar pela paz, falar em paz, em convivência baseado no respeito. Eu, parei de escrever sobre política, pois até ameaça de morte poderia receber, minha sorte é que o blog é impopular, se fosse popular, certeza que sofreria com retaliações ou até mesmos com hackers. Discordar, ser diferente, virou crime. A direita e a esquerda, o Protestantismo e  o Candomblé, o Palmeirense e o Corintiano, não podem está no mesmo “cercado”, somos rotulados, e a partir disso, devemos definir nossas companhias, pular esse muro é um crime passível até de Pena de Morte, pelos célebres juízes das Redes Sociais e da juventude intransigente.

Vamos amar mais, se misturar mais, gente! Eu tenho amigos da direita e da esquerda, eu tenho amigos  da TUF e da Cearamor, tenho crentes, católicos, espíritas e umbandistas. Porque, para mim, a amizade não se define por rótulos, mas pelo companheirismo e pelo respeito. Pensem nisso, autores do Apartheid Contemporâneo.

*Agradecimento a Thaís Sayvon, que deu a dica de postagem.

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