Coxinhas e Mortadelas – Capítulo 1

Março de 2016

O Brasil vivia um de seus maiores rebuliços político, o governo da então presidente da república, Dilma Rousseff, estava com os dias contados. Reeleita para um mandato de 4 anos, ela corria o risco de não chegar a metade do mandato. Diversas denúncias de corrupção envolvendo o seu partido, o seu principal aliado até ali e até da oposição, era o principal fator que levava milhões de pessoas as ruas, pedindo seu impeachment. Além disso, fatores econômicos, como a volta da inflação (voltando a casa dos 10% após mais de uma década) e o aumento desenfreado do dólar, também contribuíam para que o seu impeachment foi dado como certo.

Em Fortaleza, a população parecia está dividida entre apoiar o impeachment e apoiar o mandato da presidente. Nos corredores do Centro de Humanidades da UFC (O famoso “CH”), a palavra “golpe” ecoava, demonstrando bem de que lado os alunos dali estavam. Enquanto isso, no curso de Medicina da UNIFOR, a frase: “Fora Dilma e Leva o PT junto” estava adesivada em quase todos os carros, também demonstrando claramente a posição de quem frequentava aquele ambiente.

Em meio a todo aquele rebuliço, Taiana e Juliano, uma no “CH”, e o outro na UNIFOR. uma fã da “Dilma – Coração Valente”, outro que “enchia a boca” para dizer “Luladrão”. Ela que curtia MPB e ele, Sertanejo Universitário. Ela morava no fervor político da esquerda, o Benfica. Enquanto ele morava no fervor da direita, a Aldeota. Ela andava com uma tiara vermelha, estilo “Luizianne Lins”, ele com gel, estilo “Tasso Jereissati”. Acho que deixei bem claro a diferença de ambos, mas quem disse que o amor entende de política?

Era um sábado de Março, ela foi para a Praia de Iracema ver o pôr-do-sol, e ele também. Ela, de azul, ele, de vermelho (eram só camisas). Ele a olhou, ela o olhou, e ali mesmo (pasmem!) se apaixonaram perdidamente. Sem nenhuma timidez, ele perguntou o nome dela, ela, que não dava mole para malandro, respondeu educadamente o seu nome. Ali os dias começaram a prosear. Não deu 4 minutos e já se beijavam como se conhecessem de outras vidas. Foi o melhor beijo da vida de ambos. Ela sorriu, ele sorriu, e o “boysinho” da direita e a “Femenazi” da esquerda, estavam muito envolvidos ali.

Depois do pôr-do-sol, um passeio pelo calçadão da Praia de Iracema, da Beira-Mar, da Praia do Náutico, Volta da Jurema e até o Mucuripe os dois chegaram de tanto que papeavam. Ao voltarem, foram ao Jardim Japonês e lá namoraram muito, dezenas de beijos e carícias ocorreram naquele momento único. Antes de cada um ir a sua casa, número de telefones trocados e nome no Facebook também. Ao chegarem em casa, cada um foi “stalkear” o “face” do outro, e….

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