Coxinhas e Mortadelas – Capítulo 3

CAPÍTULO ANTERIOR

16 de Março de 2016 – O dia que o Governo Dilma Caiu.

Era  uma quarta-feira como qualquer outra, todas as pessoas viviam suas vidas normalmente. Enquanto que em Brasília, a palavra “Impeachment” começava a ecoar mais forte. A delação de Delcídio do Amaral dizendo que Lula era o chefe do Petrolão e que Dilma não só sabia, como participava, estourou como uma bomba. O Senador entregou a todos, de Dilma à Aécio. Aquilo ecoaria pelo país, a divisão entre “coxinhas” e “mortadelas” era cada vez mais evidente, porém naquele momento, os “mortadelas” começavam a perder a força popular. No domingo daquela semana, 6 milhões foram as ruas querendo derrubar o governo petista.

No centro de humanas, enquanto Taiana tentava se envolver com o processo, ela não conseguia esquecer aquele cara que ela tanto amou por um dia. A descoberta dele ser um “coxinha” era um motivo considerado justo por ela. Do outro lado da cidade, nem mesmo o fato do governo de Dilma está ruindo, fazia Juliano esquecer a “comunista mais linda de todas”, mas como ela, ele pensava que coxinha e mortadela não pudiam sentir o que sentiam.

Eram em torno das 16 horas, um áudio vaza, era tentativa de Dilma de transformar Lula em Ministro, mas para o MBL aquilo ecoou como um golpe, para fazer Lula escapar de Moro. O “Tchau, Querida!” virava o novo bordão da meninada da Aldeota. Imediatamente, Juliano chamou seus amigos e encheu o carro.. todos para a Praça Portugal. No caminho, ele encontrou alguns populares que diziam o mesmo que ele: “Fora PT”. Ao chegar lá, uma multidão, eram mais de 2 mil pessoas, em plena Quarta-Feira, na hora de pico. E isso não era só em Fortaleza, mas em todo o Brasil. Em São Paulo e Brasília, as maiores e as únicas com acampamento registrado. A Avenida Paulista e a Praça dos 3 poderes estava pintada de Verde e Amarelo.

Nas Humanas, a manifestação dos “coxinhas” era considerada uma afronta, pois a presidenta somente indicou o homem que lhe colocou na presidência, o grande líder popular brasileiro – Lula – para um ministério. Não havia irregularidade ali, quer dizer, havia sim – O áudio era ilegal – mostrando a “parcialidade  à direita” de Sérgio Moro. Os “mortadelas” ainda saíram as ruas, mas foram orientados a se impôr na Sexta-Feira, quando estava acordado a manifestação pró-Dilma. Exatamente neste período, a palavra “Golpe” passa a ser usada com maior frequência pela parte vermelha da história.

O nosso casal não estava junto naquele momento, e dificilmente estariam, pois são engajados no que acreditam. Ela jamais estaria na Praça Portugal, ele jamais estaria na Avenida da Universidade. Naquele momento, não existiam lembranças românticas, a política os domam, como quase todo brasileiro, principalmente, os mais jovens. Naquele momento, amizades são findadas, namoros encerrados e noivados cancelados. O Brasil estava dividido… e nenhum pouco consciente, pois o fanatismo político levou a brigas “idiotas”, tanto nos textões do Facebook ao “pau e socos” nas ruas do país.

A cada dia que passa, tijolos sentimentais são colocados entre nossos protagonistas. Azul e Vermelho não poderiam viver juntos. Um “Muro de Brasília” dividia o Brasil ao meio. Um muro invisível e doloroso, pouco pensado naquele instante, mas que trouxe sofrimento não só a Taiana e Juliano, mas à muitos em todo país. O governo do PT ruía, o amor naquele instante não cabia, a vida seguia e a crise política se agigantaria.

O que mais separará Taiana de Juliano? Próximo Capítulo!!!

 

 

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