Coxinhas e Mortadelas – Capítulo 4

CAPÍTULO ANTERIOR

Após os áudios vazados e a delação de Delcídio, o Governo Dilma sabia que seus dias estavam contados. Para se salvar, este passa a relembrar dos seus “primeiros aliados” – a esquerda. Com o PMDB, oficialmente, na oposição, o PT relembra dos esquerdistas, movimentos sociais e comunistas, que estavam tão esquecidos pelo governo, que se manifestaram contra este em 2013.

Era sexta-feira, 18, dois dias após á manifestação dos áudios. O Brasil se pinta de vermelho e vai às ruas a favor do governo, porém, os números provam que a intensidade não foi a mesma. Nem mesmo o discurso de Lula, atraiu o público que atrairia alguns anos antes. 1,2 milhões de pessoas foram as ruas, segundo os organizadores. Era um número grande, mas que estava distante dos 6 milhões contra de Domingo. A tal voz da rua, definiu o jogo, pois muito político indeciso, passou a ter lado por comparação direta.

Taiana gritava nas ruas, em seus ambientes e nas redes sociais: “Não Vai Ter Golpe!”. Enquanto isso, Juliano, repetia os gestos, mas alterava o texto para: “Tchau, Querida!” – Usando de ironia ao termo que termina o áudio de Lula e Dilma. O clima na cidade e no país era quente, o tema era sensível, qualquer coisa, gerava brigas ou discussões quase eternas.

Era Segunda-Feira, a comissão de Impeachment na Câmara já estava aberta. Taiana estava na aldeota por acaso, um ônibus em que estava quebrou, ela então foi lanchar em um dos shopping’s. Sua camisa deixava bem claro seu lado político, e ao sair de um deles, já a noitinha, umas 20 horas, uns “fanáticos azuis” a cercarem e começaram a hostilizar, como não era de levar desaforo, Taiana respondia e gritava. Os moços eram mais fortes e começaram a provar que o problema ali não era partidário, mas social, eles queriam “algo” dela, a alternativa que restou foi ela tentar correr. Por obra do destino, Juliano passava ali e viu tudo, ele nem pensou, aproximou seu carro dela e disse: “Entra!” – Ela não pensou duas vezes e entrou. Assim que ela entrou e pôs o cinto, ele invadiu a calcada e atropelou um dos três caras, os outros dois fugiram.Ele deu a rá, não prestou socorro e foi embora.

Pelas ruas da Aldeota, Juliano perguntou onde ela morava, ele pretendia a deixar em casa. Ela disse que era grata pelo o que ela fez, mas só precisava deixar ela em uma parada que passasse  o “Circularzinho” e pronto. Ele disse que não iria deixar ela correndo riscos, aquele bairro estava muito perigoso, e não só por ela ser mulher, mas para qualquer um que esperasse ônibus. Ela acabou aceitando a carona.

Ele com a camisa do MBL, ela com a camisa da UNE e nenhuma conversa o caminho todo. Na frente da casa dela, antes dela descer do carro, ele pergunta: “Taiana, será que nunca mais será bom como foi naquele sábado?” Ela olha para ele e diz: “Olha para minha camisa, olha para sua… Não dá!” Quando ela desce, ele ainda diz: “Estamos parecendo adolescentes fanático membro de torcida organizada e não, dois adultos maduros e sensatos” E foi embora.

Ela corre para dentro de seu quarto, seus pais não entendem o porquê daquilo, enquanto isso, ele ia no caminho chorando e ouvindo Pablo… “Oh, judiação!” … Será que o amor não teria mais chance para aquele casal? Será que a eterna briga de poder entre esquerda e direita, iria separar aquele casal de apaixonados? … Até aquele momento… SIM!

 

Anúncios

Um comentário sobre “Coxinhas e Mortadelas – Capítulo 4

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s