Coxinhas e Mortadelas – Capítulo 5

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A cada dia que passava o PT perdia força, o movimento pró-impeachment crescia e a queda de Dilma era só questão de dias, os movimentos políticos naquele momento deixava isso evidente. Os ecos de “É golpe!” ficam mais forte a cada dia que passava, a esquerda criava um bordão e não a solução para a manutenção de Dilma. As palavras de ordem não diminuíam a força da maré, mas o inverso. O Impeachment estava muito próximo!

No Benfica, Taiana tentava se concentrar no movimento contra o “Golpe”, nas suas disciplinas da Universidade, mas estava difícil, o “boy de azul” não saia de sua cabeça. O mesmo acontecia no lado oposto da cidade, Juliano não era mais o mesmo empolgado no negócio que ia abrir em breve com seus colegas, sua camisa amarela, usada nas manifestações do Impeachment, estava no corpo, mas na mente só tinha a “menina de vermelho”.

As amigas de Taiana e os amigos de Juliano, apesar de não se conhecerem, tem a mesma ideia para acabar com esse sentimento que os nossos protagonistas guardam entre si – O (a) Ex. Miguel “Che” é comunicado por Dandara que Taiana a quer ver. Lá na Aldeota, Olivier diz a Luana “Tasso” que Juliano a quer encontrar. Mas o destino é um “bicho” danado. Tanto Olivier, como Dandara, marcam o encontro para o Iguatemi. Como convencidos que eram, eles se quer vão ao encontro, eles tem certeza que vai dar tudo certo. Ah, e aos protagonistas, os amigos disseram que era um cinema de amigos.

Eram 18 horas daquela Quarta-Feira, quando Taiana e Juliano chegam juntos na entrada do Shopping. Os dois eram não só pontuais, como chegavam, sempre, 20 minutos antes do horário marcado. To dizendo que a única diferença era partidária e ideológica. Os dois ficaram se olhando, mas fingindo que não existiam. Até que após 5 minutos, Juliano vai até Taiana e pede para conversar rápido com ela.Obviamente, os dois começam a discutir, os dois falam altos e os berros de “Coxinha” e “Mortadela” se espalham na entrada no Shopping. Quando todos achavam que os dois iam sair no tapa, ela rouba um beijo dele e ali os dois ficam, um beijo que estavam loucos para darem. Miguel “Che” e Luana tinham mania de chegar atrasado. Quando ambos chegaram as 18:40 – 20 minutos depois do marcado – Taiana e Juliano não estavam mais ali.

O desejo tomava de conta dos dois que após longos 2o minutos se beijando, vão direto ao Motel mais próximo dali. Os dois deixam o fogo da paixão queimar todo tipo de ódio político. As bocas se calavam e preferiam se beijar. Os corpos não vestiam mais camisas, estavam pelados e expressando o verdadeiro sentimento deles. As mãos largaram as bandeiras e passeavam por todos os lugares dos corpos. Eles não transavam, aqueles olhares, eram a prova que ambos precisavam – Eles estavam apaixonados.

Como ele havia ido de carro, ele a deixou em casa, antes de descer, ela disse que não acreditava que estava afim do Coxinha mais lindo de todos. Ele sorriu e falou que era a mortadela mais maravilhosa que ela havia conhecido. Um último beijo antes  de entrar em casa.

No outro dia, o sorriso estava no rosto de ambos. Miguel e Luana “soltaram os bichos” com Dandara e Olivier, que perceberam que erraram feio. Mas quando na cabeça deles, eles iriam saber que o casal teria o destino como aliado? A situação era crítica, para eles, e algo deveria ser feito. Se dependesse dos Coxinhas e Mortadelas, aquele casal ficaria mais dividido que o país.

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