Fim da Literatura Brasileira

Quem é o grande nome da literatura brasileira na atualidade? Se no século passado, tínhamos nomes como Machado de Assis, Aloísio Azevedo, Manuel Bandeiras, Clarice Lispector, Cecília Meireles e tantos outros, a atual geração de autores não alcança os mesmos méritos. A Literatura brasileira anda “morta”, e até mesmo, quando o assunto é livros, vemos livrarias conseguirem sobreviver vendendo livros estrangeiros ou livros comerciais (dicas de receita, de um youtuber, auto-ajuda ou de um artista famoso). A culpa não é somente de nossa geração, mas de uma série de fatores que tornam a literatura brasileira fraca dentro do próprio país.

A verdade é: Brasileiro não gosta de ler! A maioria dos brasileiros só aprendem a ler, mas não criam este hábito, e como não querem reconhecer sua falha, estereotipam isso como “coisa de rico”, “coisa de nerd”, “Coisa de quem não tem o que fazer” e diversos outros termos que é facilmente ouvidos pelo país.

Outro fator é o fato de ainda sermos “mentalmente” colonizados. Temos preguiça de pensar, de questionar e se indagar, preferimos ler, ver ou escutar o que “todos” estão “lendo”, “Vendo” ou “escutando”. Ou seja, o que consumimos é altamente influenciado pelas condutas advindas, principalmente, dos EUA.

Outro problema que torna nossa literatura distante do povo, é o fato do nosso nível educacional ser baixo. O estudo da língua portuguesa é imposta a altas cargas horárias, ou seja, além do menino não gostar de ler, por uma questão cultural, ele ainda é forçado a ler textos que não costuma compreender fácil, e em caso de dúvida, ao vez de buscar esclarecê-las, ele se taxa logo de “burro” e pronto… desiste e volta pro “taca taca”. Além disso, vivemos a geração mais carente e mimada da história, onde a resposta certa sempre é de posse de quem está falando. Isso surge através do fato, dos pais terem de trabalhar e para compensar a “carência” do filho pela distância, os mimam. Assim, seguimos criando pessoas cheias de si, individualistas e que não estão prontas para o “não”

Para piorar nossa situação, a mídia em geral, principalmente a internet, anda cultuando a figura da “Música de Festa”. Aquela música, que originalmente, seria uma música para se dançar numa festa, se torna “filosofia de vida” para nossa juventude. Vemos hoje um culto exagerado ao consumo de álcool, drogas e do amor doentio. As pessoas preferem consumir essas músicas simplórias e sem quase nenhum contexto, pois não exigirá sobre o pensar destas. Pensar é um crime no Brasil.

Enquanto o Youtube é acessível gratuitamente, livros estão caros e não por culpa dos autores, das livrarias ou das gráficas/editoras, mas porque vivemos em um país de alta taxação de impostos, e até o papel sai caro, imagine um frete.

Nós, os autores, não estamos sabendo como alcançar as pessoas que gostam de ler, não estamos conseguindo escrever livros para quem toda semana ler um. As pessoas estão recorrendo aos livros clássicos de nossa literatura e não arriscando comprar um livro novo, que é desconhecido do grande público, e até mesmo desta. Não aparecemos nas grandes mídias da TV e nem da Internet. Estamos escondidos neste sub-mundo e para muitos, está bom está onde está, pois quase sempre ganha dinheiro com outras formas e o livro é somente hobby, não existe uma responsabilidade com o contexto cultural nacional de fato, é mais para o próprio ego.

A literatura brasileira agoniza, sobrevivendo dentro de algumas novelas e seriados de TV, mas no papel morre, apesar das livrarias e editoras estarem sorrindo à toa.

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