Poesia de um Menino (Ainda) Chorão

Chove lá fora,

mas o frio é em minh’alma.

Meu coração congelou

e minha razão é um iceberg.

 

 

Nada mais me faz feliz,

nada mais me satisfaz.

O que antes me encantava

hoje não me motiva mais.

 

O que eu fazia com prazer,

hoje faço por obrigação.

Aquilo que alimentava meus sonhos,

hoje é fome de minha criatividade.

 

 

No tempo parei,

meu S.O é Windows 98,

a internet que corre em mim,

ainda é discada.

 

 

Aquilo que me envolve,

somente me enforca…

 

Que “bixo” dramático!

Cazuza perde “feio” pro meu exagero.

 

 

Reclamo, murmuro,

mas sei que a vida ainda me premiará.

Com o que?

Ainda não descobri.

 

 

Escrevo versos,

por views, por dinheiro,

mas nada disso consigo conquistar…

Só o tempo, que começa a me pressionar.

 

 

Acho que assisti muito BBB,

e até como Bial, comecei a escrever.

Para! Será esse meu destino?

Viver para reclamar do que não ganhei?

 

 

Muitas conquistas já tive em mi vida.

Já trabalhei em Televisão,

estagiei no “Ferrão”,

até do amor já provei!

 

 

Não sei o que é ter dinheiro,

ser liso parece um adjetivo do meu ser,

que se confunde com meu ter,

mas parece ser parte de minha essência.

 

 

Ora, mais, quem sou eu a te escrever uma poesia,

se nem pra mim consigo versar.

Elogio tua majestade

e me nego perceber minha própria pequenez.

 

 

Não sou influente,

penso diferente de quase toda minha gente.

Não tenho ídolos, a não ser a Cristo…

Apesar que meu filho se chamará Marcos.

 

 

Boto um pouco de irreverência,

para tais versos não serem de um mero poeta chorão.

Recubro minha consciência

por um véu de preguiça e depressão.

 

 

Sei que a Libertadores é obsessão,

que não bato falta como Marcos Assunção.

Farei mais uma rima com “ão”

só pra ganhar seu coração!

 

 

Enxugo meu suor

com a tristeza de minh’alma,

que ver a juventude passar

e do canto não consegue sair.

 

 

Sei que com esses versos não irei enriquecer,

mas já ficaria feliz se servisse para ir até você.

Não quero ser mais um mero liso na multidão,

quero ser o poeta mais bonito dessa nação.

 

 

Antes que você queira me bater,

me resolvo retirar.

Tais versos não merecem ser lidos,

mas sim, no seu coração guardar.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s