Eu gostei da tua imagem.
Inventei desculpa pra falar contigo.
Nós conversamos por horas.
Descobri que passamos por dificuldades extremamente semelhantes.
Talvez por isso nós pareciamos saber exatamente o que o outro precisava.
Você me disse ser o destino.
Não nos conhecíamos pessoalmente e você propôs que realizassemos isso.
Confirmamos o encontro.
Estudei até as 3 da madrugada e mesmo assim acordei às 6, 1 hora mais cedo para me arrumar, coisa que não fazia para ir para a faculdade a um bom tempo.
Minha aula acabou muito cedo e fui ao teu encontro 40 minutos antes.
Tentei ocupar o tempo estudando mas minhas mãos tremiam e suavam.
Deu a hora e você não chegou, porém atrasos são compreensiveis.
Uma hora depois não era mais compreensível.
Lágrimas caíram sem se importar com quem me olhava… Me senti em exposição.
Não lembro da última vez que chorei por alguém.
Ao chegar em casa vi que minutos após eu sair você havia enviado uma mensagem justificando o imprevisto.
A dor não passou.
Por qual motivo dói tanto?
Meu interior ainda quer te ver, mas minha boca não abrirá para dizer isso.
Não criava expectativas há tempos.
Havia a pouco voltado a “ter um coração”.
Você tão facilmente quebrou o que levou anos para ser reconstituído.

BEATRIZ BARROS