Só Lamentos

Não existe mais nada que me faça feliz…

tudo parece superficial,

passageiro,

sem sentido, sem graça… ‘paia’

 

As coisas passam ligeiro,

antes de eu consegui entender o porquê..

ACABOU!!!

Que ridículo!

Não tem tempo para pensar,

tem que se agir por impulso, rápido, incisivo,

se acertou… SORTE!

se errou… MERDA! Começa de novo!

 

Tudo tem um preço,

pior não tenho dinheiro para comprar.

A felicidade é uma farsa,

uma ilusão…

a tristeza e a decepção são a vida real.

 

Não tenho alegrias eternas,

mas tenho tristezas incaláveis.

arrependimentos que me acovardam…

as fronteiras do que posso fazer são curtíssimas!

 

Sim, finjo ser poeta,

só pra libertar a dor,

espantar as angústias…

Enganar os sentimentos ruins que me apoderam!

 

Liberdade de ser quem sou,

não existe…

Escuto berros da minha própria mente,

Escuto gritos de todos os lados,

não me reconheço diante o que sou,

me sinto incompleto,

fraco,

bastante ridículo,

inadequado ao modelo 2017 de viver.

 

 

Sou uma marmota,

aquela última nota de dinheiro amassada do bolso.

Não estou me vitimizando,

estou esclarecendo como estou.

Não quero está assim,

mas a vida tratou de me entristecer,

a vida tratou de me esmagar,

não sou bom, não sou santo,

não sou nada…

 

Não sei jogar…

não sei escrever…

não sei ensinar,

nem mesmo aprender.

O Erro é meu parceiro,

as falhas persistem em fazer parte de mim.

Não sei o que é atitude,

não sei o que é coragem,

não sei o que é ser eu,

não sei de nada

e ando detestando tudo.

 

Sou servo de todos,

sou escravo de ninguém.

Não sou dono do meu pensamento,

queria ser bom para alguém!

Sou um medíocre,

descobrindo que sou time de última divisão.

 

 

Nunca estarei onde desejo,

não sou digno do topo alcançar.

Só sei escrever poesias assim,

ou de amor “meloso”

ou de se lamentar.

 

 

Nunca sairei do chão,

e hoje tudo está a me incomodar.

Não sou bom poeta,

não mereço morar no Ceará.

 

Não sou um profissional completo

não sou uma pessoa boa para amigo.

Eu não tenho juízo…

não sei falar..

Vario do silêncio profundo aos berros infindáveis.

 

Termino esta lamentação aqui,

não tenho mais nada a escrever.

Encerro aqui minha ladainha,

meu murmúrio,

meu findável desejo de ser alguém.

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