Foram mais de 30 anos de um casamento sólido entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PC do B). Desde a primeira eleição após a Ditadura Militar, o PC do B sempre se coligou ao PT e apoiou o(a) candidato(a) petista à presidência, de Lula em 1989 à Dilma em 2014. O lançamento da pré-candidatura de Manuela não significa a impossibilidade de uma provável coligação na campanha de Lula em 2018, mas que o partido resolveu alterar a lógica política brasileira, além de se apresentar renovado, como uma opção à esquerda no pleito. Teoricamente, Lula (PT), Ciro (PDT),  o candidato do PSOL e Zé Maria, do PSTU são as opções à esquerda na disputa.

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O surgimento de Manuela como pré-candidata não significa um racha definitivo entre o PT e o PC do B, mas que o partido resolveu se lançar a uma disputa ao qual nunca esteve, apesar de seu tamanho histórico. Além disso, a lei da clausura de barreira que entra em vigor em 2020, força o PC do B a se renovar no cenário, já que os anos coligados ao PT o diminuiu em tamanho, desde o número de deputados eleitos como de filiados inscritos.

 

A volta do PC do B ao cenário político com uma disputa própria, também demonstra que parte do partido anda inconformado com o fato de um partido histórico está submetido à perigosas alianças que o PT segue a fazer para tentar eleger Lula em 2018, como a reaproximação com parte CONSIDERÁVEL do PMDB.

 

Manuela possui um forte arcabouço político, apesar de ter apenas 36 anos. Manuela já foi vereadora, deputada federal por dois mandatos e atualmente é deputada estadual em seu estado, Rio Grande do Sul. Além disso, já foi candidata a prefeitura de Porto Alegre em dois momentos, 2008 e 2012. É um dos nomes mais fortes do partido em âmbito nacional, ao lado do governador maranhense, Flávio Dino.

 

Se Manuela for confirmada como candidata, ela será a candidata mais nova a presidência da república entre todos os candidatos de 2018, e o que pode transmitir a ideia