Palmeiras: Como perder um título em 9 dias

O Corinthians vinha de 4 jogos sem vitórias, a diferença tinha caído de 14 para 6 pontos, o Palmeiras tinha um jogo à menos e um dérbi pela frente. O Palmeiras era o único time do país que havia assustado o Corinthians em todo o campeonato brasileiro, o primeiro time, além do rival, a depender só de si para ser campeão, porém…

9 dias depois, o Palmeiras jogou no lixo, o ano que já havia acabado e o destino havia lhe devolvido de volta. Em 3 jogos, apenas 1 ponto, e até mesmo a vaga direta na Libertadores começou a ficar ameaçada. O Verdão conseguiu tomar 8 gols em 3 jogos, sendo 7, somente em primeiros tempos. Temos o melhor ataque, tanto que fizemos 5 gols em 3 jogos e somos a única equipe com mais de 50 gols no campeonato, mas a defesa é uma mãe e provou isso nos últimos jogos. O Palmeiras não entrou com vontade no jogo do ano contra o Corinthians e contra o Vitória mostrou como uma defesa não pode se portar.

O ano em que nos jogos decisivos o time afrouxou, assim foi contra a Ponte Preta no Paulistão, com o Internacional e com o Cruzeiro na Copa do Brasil, com o Barcelona de Guayaquil na Liberta e nos últimos 3 jogos pelo Brasileirão.

Diferentemente de 2016, quando o time fez de cada jogo do Brasileirão uma decisão e assim alcançou a ótima marca de 80 pontos, sendo 44 somente no returno (melhor marca de pontos em um turno do Brasileirão desde 2006, até o primeiro turno invicto do Corinthians este ano), o time de 2017 entrou de “salto alto” em diversos jogos e jogou com aquela cara de quem achava que podia virar a qualquer momento, o que nunca pode ocorrer com um time de futebol.

No papel, o time deste ano é o melhor da “geração CREFISA”, mas diferente dos times campeões da Copa do Brasil de 2015 e do Brasileirão de 2016, esse não merece o “status” de campeão. Time desorganizado desde o comando técnico, já foram 3 técnicos desde Janeiro (Baptista, Cuca e Valentim), até o equilíbrio técnico no elenco, recheado de bons meias e atacantes (tanto que é o melhor ataque do campeonato), mas com buracos nas laterais e na defesa.

Para 2017, resta garantir a vaga na Libertadores e começar a programar 2018. Veremos o Corinthians sem dinheiro e com um time “sem estrelas” conquistar 2 títulos no ano, de maneira até tranquila, enquanto nosso elenco “maravilhoso” passou longe de qualquer conquista.

Não é necessário desfazer do elenco por completo ou contratar uma “chuva” de jogadores como nos últimos anos. Prioridade ao sistema defensivo, principalmente laterais, e fazer uma pré-temporada com excelência desde a escolha do treinador. Não irei fazer lista de dispensa como a torcida, blogueiros e jornalistas andam fazendo, pois isso é trabalho para diretoria e que haja planejamento desde o início da temporada para se tenha um trabalho que leve a conquistas reais no ano que vem, do Paulistão até o Mundial. Com o dinheiro que temos, é necessário organizar as contas, contratar corretamente, para não gerar dívidas futuras. Não podemos repetir o erro dos anos 1990, para revivermos a década de 2000.

2018 tem que ser diferente e só será se começarmos agora.

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