13 sambas puxarão o desfile das 13 escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2018, e em uma opinião própria, uma ótima safra de samba, uma das melhores do Século XXI. Podemos apontar alguns destaques positivos e negativos, mas em uma média, temos uma safra pode colocar a avenida para tremer.

Entre os destaques positivos podemos citar os brilhantes samba de Beija-Flor, Paraíso do Tuiuti, Mangueira, Mocidade, Portela e Salgueiro.

Beija-Flor, Paraíso e Mangueira vem com o que chamamos de “sambas históricos” pelo lindo desenho poético e melódico que se forma, além do contexto que se apresentam, o que podem ainda fazer estes crescem na Avenida.

Em uma segunda linha, mas não menos brilhante, as melhores escolas de 2017, Portela, Mocidade e Salgueiro, mostram que vem para 2018 com força para brigarem pelo título novamente, e se começarmos a análise pelo sambas, quase não encontramos defeitos. Em carnavais anteriores, poderiam facilmente serem considerados os melhores do ano.

Em uma  terceira linha, cito somente a  Imperatriz, pois se trata de um excelente samba, porém em uma linha de rankeamento não vejo no mesmo nível dos 6 já citados e o vejo bem a frente dos outros 6 abaixo. Um samba forte, com uma pegada clássica da escola de Ramos.

 

Em uma quarta linha, cito Unidos da Tijuca, Império Serrano e São Clemente, sambas bons que apesar de alguns “gargalos” na poesia ou na melodia, aparentam possuir uma certa força, principalmente no refrão, o que podem fazer estes crescerem na avenida, principalmente o da Tijuca. Mas isso dependerá de como a escola virá a avenida e de que como estas evoluirão durante o desfile. Repito, são sambas que possuem todos os aspectos necessários para crescerem e devem crescer.

 

Em uma quinta linha, cito Vila Isabel e União da Ilha, sambas que dependerão muito da capacidade de seus interpretes e de suas baterias para fazerem estes terem força na avenida. São sambas regulares, que parecem ser o melhor possível diante os enredos não tão interessantes das duas escolas.

 

Em uma sexta linha, uma das primeiras unanimidades do Carnaval Carioca em 2018, o péssimo samba da Grande Rio. A escola que virá homenageando Chacrinha, produziu quase uma marchinha e se distanciou muito de um samba. Já no CD, percebe-se o quanto Emerson terá trabalho para tornar este um samba adorado na avenida. Além da fuga do samba, este não demonstra uma qualidade poética para uma escola no nível da Grande Rio e de um Grupo Especial.

Notas:
Império: 9,6
São Clemente: 9,7
Vila Isabel: 9,4
Tuiuti: 10
Grande Rio: 8,0
Mangueira: 10
Mocidade: 10

Tijuca: 9,7
Portela: 10
União da Ilha: 9,4
Salgueiro: 10
Imperatriz: 9,8
Beija-Flor: 10

Escute os sambas do Carnaval 2018: