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Apesar da troca de candidatos, o desastre na disputa presidencial já havia sido alcançado para o partido socialista. A população não confiou nessa troca repentina de candidatos e uma das maiores “surras” foram registradas nas urnas Sandeiras.

Izabel (PRU) 90,3%

Mariana Fialho (PS) 9,7%

Depois de anos longe do poder, os republicanos, além de recuperarem o poder executivo, viram o Segundo Turno nas eleições distritais provincianas de deputados federais darem uma ampla maioria no congresso. Das 200 cadeiras restantes, 114 ficaram com o PRU! Para os socialistas, a péssima campanha no Segundo Turno, fez o partido ficar apesar com a 3ª bancada, surpreendentemente atrás do PSI, que voltaria a ter força no congresso, após anos na ralé do congresso. O PC, que sempre foi uma força, ainda sentiu o impeachment de Otacilio,  e elegeu o menor número de sua história. No total, somando as cadeiras conquistadas no Primeiro Turno e no Segundo Turno, o desenho do congresso Sandeiro era o seguinte:

PRU – 148 deputados

PSI – 62 deputados

PS – 47 deputados

PN – 31 deputados

PT – 27 deputados

PC – 15 deputados

Alguns dias após as eleições, ficou definido que o governo seria formado, exatamente por membros do PRU e do PSI. Os demais partidos fariam oposição. O bloco de esquerda formado por PS-PT-PC e um bloco de direita formado pelo PN. Lavagnolli (PSI-Ruanel), que perdeu nas eleições, se mostrou a disposição de Izabel para consolidar a aliança entre os dois partidos, afim de surgir um governo sólido e que soubesse lidar com os problemas nacionais.

Após a posse, a presidente Izabel prometeu buscar manter a conversa com todos os ramos da sociedade sandeira, além de evitar confrontos com o Congresso. Izabel chorou ao assumir o cargo, e se tornou a segunda presidente mais jovem da história de Sanders, sendo mais velha apenas que a ex-presidente comunista, Ana Flávia. Izabel assumiu com 37 anos, enquanto Ana Flávia assumiu com 22 anos.

No congresso, a disputa era pelo título de Primeiro-Ministro, as eleições, em primeiro turno, quase sempre correspondia ao número da bancada, só convergindo, quando alguns partidos saíam da disputa, sempre abrindo a bancada para livre votação, pelo menos na teoria. Naquele ano, o PSI e o PT se abstiveram da disputa, logo eram candidatos a Primeiro-Ministro:

  • Luciana Cardoso (PRU-Silva)
  • Di Stuani (PS-Alto Morro)
  • Francisca Di Monte (PC-Planalto)
  • Raul Nagovic (PN-Luprana)

 

A expectativa era de já no Primeiro Turno, a votação ser encerrada, pois o PSI e o PRU, que eram a maioria no congresso, estavam alinhados, e não foi diferente:

Luciana Cardoso (PRU-Silva) – 310 votos [votos do PRU e do PSI]

Di Stuani (PS-Alto Morro) – 74 votos [votos do PS e do PT]

Raul Nagovic (PN-Luprana) – 31 votos [votos do PN]

Francisca Di Monte (PC-Planalto) – 15 votos [votos do PC]

Pela primeira vez na história, o governo sandeiro tinha somente mulheres à frente das presidências. Izabel, na presidência da República, Luciana Cardoso, na presidência da Câmara e do Congresso, e Luana Rabelo (PS-Cecilia), na presidência do senado.

O tempo passou, o novo ano, o novo governo, a nova liga de Futebol…. Tudo pronto para continuar a história.