Capítulo Anterior

O fim daquele ano marcava o início de uma nova época no país. A chegada de Temer ao poder demonstrava claramente a derrocada do PT e da esquerda do poder. A pior derrota viria entre Novembro e Dezembro. Enquanto os movimentos sociais se rebelavam contra as Reformas propostas pelo “Vampirão”, a sociedade apenas assistia o tal embate, não só com receio, mas com até medo. Foi época de ocupações nas Universidades, promovidas pela UNE, de barricadas nas estradas, provocadas pelo MST, e de até greves, provocadas pela CUT.

Em Brasília, Taiane e Dandara viram Miguel por lá. O mesmo aproveita aquele momento de união contra o “golpista” para pedir perdão para Taiane e que a partir dali, ele não faria mais nada para atrapalhar o amor dela com o “Coxinha”. Em meio aos gritos de ordem, alguns manifestantes partiram para o extremismo e atearam fogo no Ministério. Enlouquecida, Dandara saiu na via de fatos com um dos extremistas, e ainda gritava: “Idiota, assim não teremos apoio popular! Tem fezes no lugar do cérebro!” Dandara fora cercada por outros manifestantes que começaram a considerar traidora. Taiane e Miguel tentam proteger Dandara, porém num ambiente hostil  como aquele, em meio à gases de lacrimogênio e balas de borrachas, eles não sabiam se fugiam dos extremistas ou da polícia.

Em Fortaleza, Juliano e Alencar estavam como a direita estava, em paz. O grito é único – As Reformas eram necessárias. Juliano dava entrevista na TV afirmando que o Teto de gastos era importante para controlar o governo, que estava a fazer gastos desnecessários, e que a Reforma do Ensino Médio era fundamental para os jovens se inserirem com maior facilidade no mercado de trabalho e na Universidade.

No Congresso, as duas reformas eram aprovadas até com certa facilidade. A derrota murchou a esquerda. Luís Inácio chorava ao ver as notícias da TV, não era apenas a derrota de um partido ou de um linha ideológica, mas de toda uma vida de luta. Carol foi o visitar no dia que o governo aprovara as reformas. Ele, imediatamente, exigiu a expulsão daquela “fascista” dali. Ela joga os presentes no chão e afirmara que deixaria de ser besta, que ele que morresse na solidão naquele hospital.

Taiane ao voltar para casa, tentou evitar Juliano por algum tempo. Ela o amava, mas ela sabia que ele estaria com um sorriso de um lado ao outro, e que ela não estava com saco para suportar um golpista, apesar deste ser o amor de sua vida. Enquanto isso, Dandara afirmava que estava de saída da UNE e do PC do B, ela afirmava que fugir de vermelhos não era o que ela havia sonhado para a sua vida. Ela sairia definitivamente da vida política partidária. A decepção era muito grande! Ao chegar, Dandara foi de encontro à Alencar, namorou muito, beijou muito e afirmou: “Você pode ser um golpista, um idiota político, um coxinhas, mas eu te amo muito, saiba que adoro está com você. Espero que me ame também, se larguei o PC do B, posso muito bem, lhe largar também”. Alencar riu e disse: “Também to saindo da vida política, o meu partido não sabe o que quer. Ora ama o presidente, ora o odeia. Enquanto que eu tenho um amor e só penso nisso, eu só quero te fazer feliz, minha rainha vermelha, minha mortadelinha!”

Após dias de gelo, Juliano vai procurar Taiane. Sem ela responder suas mensagens e telefonemas, ele resolve ir atrás dela em sua casa. Ao chegar lá…

PRÓXIMO CAPÍTULO