Era uma terça-feira de carnaval, estava eu casa, quando resolvi ir a Domingos Olimpio ver o desfile das escolas de samba de Fortaleza. Nada parecia me agradar, apesar dos desfiles estarem um pouco interessante. Quando meus pés já se direcionavam a voltar pra casa, me deparo com aquela Rainha de Bateria. Ela não reinava, ela brilhava na avenida! Em alguns momentos, parecia ter uma luz própria, onde o próprio universo a rodeava.

Meus olhos não conseguiam se quer piscar. Para o povo, era apenas a Rainha da Unidos do Acaracuzinho, para mim, era uma espécie de meu sol. Enquanto ela desfilava, meu coração palpitava mais acelerado que a bateria. Não havia mais harmonia entre corpo e alma, tudo era paixão!

Que samba! Que luz! Que mulher!

Eu poderia ter apenas alguns minutos de sua companhia, mas aproveitei que não estava tão cheia a arquibancada, que resolvi a acompanhar. Ela já era a minha fantasia de esposa! Se pudesse, roubava uma alegoria e fugia com ela até uma rua do Centro, onde pegaria um ônibus qualquer para a praia mais linda do litoral!

Ao chegar na dispersão, tentei, de alguma maneira, se aproximar dela, mas não consegui mais a ver. Ali, todos os integrantes se misturaram. Não consegui vê-la ali e, infelizmente, nunca mais, porém jamais esqueci aquela mulher! Jamais esquecerei a mais bela Rainha de Bateria da história do Carnaval de Fortaleza!

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