1492, em um grande Feudo português.

Era um período de bonança em Portugal, os grandes mercantilistas e o reino português lucravam absurdos com as navegações. Mas em um grande feudo próximo de Lisboa, o Grande Paulo Gonçalves pressentia que o feudalismo era coisa do passado e que seus suseranos não queriam mais terra e proteção, todos queriam se tornar pequeno burguês em Lisboa. Para salvar-se da crise, prometeu sua filha, Carolina, ao filho bastado de Dom João II, mas ela já estava de caso com Vicente, filho de um velho cavalheiro, que não passava de um camponês pobretão, mas cheio de ideias.

Todas as noites, Carolina e Vicente se encontravam à beira de um lago dentro do feudo, e lá faziam de tudo: Beijavam, transavam, cantavam e até jogavam xadrez. Todas as noites se encontravam, no momento em que a lua tocava o ponto mais alto no céu, e regressavam para vossas moradas por volta do horário que a madrugada cantava mais alto, um pouco antes do sol surgir com seus primeiros raios.

Na manhã de 09 de janeiro de 1492, Paulo acertou com Dom João II, o casamento de sua filha e o pagamento da cerimônia ao bispo de Lisboa. Seria um grande momento!

Em nenhum momento, Carolina se negou a casar com o Príncipe, mas, todas as noites, estava com o camponês. Os dois sabiam que nunca iriam se casar.

Um certo dia, Vicente conversando com seu amigo, Cristóvão, teve uma ideia tão louca quanto fazer sexo a beira do lago com a filha do Senhor Feudal mais poderoso da região.

Era chegado o momento para Paulo Gonçalves, era o noivado de sua filha com o príncipe de Portugal. Ele deu um grande baile para a nobreza portuguesa, no grande salão do castelo. Disfarçado de Cavalheiro de Barcelos, Vicente participa da festa e ver sua amada ao lado daquele Príncipe, que exageradamente lindo e delicado.

Ao fim daquela noite, Vicente se encontra com Carolina e conta à ideia que teve no dia anterior:

“Amor, aqui nunca ficaremos juntos, mas a conversar com meu amigo, Cristóvão Genovês, o cheio de ideias, eu tive uma ideia perfeita, fugiremos para o Oriente pelo Atlântico. Roubo uma caravela, navego até o reino de Leão e Castela e de lá, vamos ser feliz.”

Mesmo achando aquilo uma “doidice”, Carolina concorda com ele. No dia 22 de janeiro, eles partiriam.

No dia 15 de janeiro, Carolina conheceu a sede do reino e descobriu algo do Príncipe. Ele era gay! Na verdade, nem Príncipe era. Biologicamente, ele era filho de uma camponesa, que o colocou na porta do castelo, deixando aos tratos da Família Real. O Príncipe também falou de seu caso com um de seus servos do castelo. Sabendo que poderia confiar, Carolina tem a ideia de contar a ideia de Vicente. O Príncipe concorda, mas pede para ir com eles. Ela aceita.

Vicente tenta convencer Cristóvão a ajudá-lo. Cristóvão lhe dá um mapa e vai embora para Espanha. Ele ouviu que eles precisavam de um navegador ousado.

Na noite daquele dia, Vicente falou para Carolina da aperfeiçoada que deu no plano. Ele mostrou o mapa para Carolina. Os dois trataram de comemorar de uma maneira bem característica do casal. Tanto se amaram, que acabaram dormindo ali. Já pela manhã, uma camponesa, de nome Alessandra, viu os dois pelados e o mapa. Carolina se acorda e tenta disfarçar, a moça ameaça entregá-los, Vicente se acorda, tenta negociar e consegue. A moça era a quarta na navegação.

Já no castelo, algumas horas depois, a mãe de Carolina leva uma costureira para tirar as medidas da bela para o vestido do casório. Só faltava um mês para o casamento e nada poderia dá errado. Carolina chora e sua mãe acha que é de emoção. Pobre mulher! Não tem ideia de que sua filha pretendia fugir dali.