O que se imaginava aconteceu, as campeãs de 2015 se sagraram campeãs novamente. A quarta conquista americana não aconteceu com a mesma facilidade da Final de 4 anos atrás, mas consagrou a atual geração americana como uma das melhores de todos os tempos.

Já no primeiro tempo, as americanas perceberam que o confronto contra as atuais campeãs da Europa, não seria igual aos outros confrontos desse Mundial. Foi o primeiro jogo em que os EUA não balançou as redes antes dos 13 minutos do primeiro tempo. Mas isso não significou grandes riscos a equipe americana, visto que as holandesas pouco chegavam no campo de ataque. Enquanto isso, em todo o primeiro tempo, a goleira holandesa Van Veenendaal teve que trabalhar o que não trabalhou em toda a copa. Só de Morgan, a arqueira da laranja mecânica teve que evitar 2 gols. Se o primeiro tempo terminou sem gols, a responsável foi ela.

No segundo tempo, o quadro não mudou muito e as americanas insistiam no ataque, enquanto as holandesas começavam a ensaiar alguns contra-ataques. Próximo dos 15 minutos, a zagueira Van Der Gragt entrou descuidadosamente com o pé alto em direção de Alex Morgan, o VAR entrou em ação e o pênalti foi marcado. Rapinoe bateu e abriu o caminho para o título. 8 minutos depois, Lavelle carregou a bola, aproveitou da falha da marcação holandesa e meteu um golaço de fora da área. Era o gol do Tetra. Após isso, as holandesas tentaram ensaiar uma reação, mas foi os EUA que quase marcou o terceiro. Morgan, Heath e Press perderam chances claras. Nada mais alteraria o resultado do jogo e da copa, e a geração fantástica americana conquistaria mais um título Mundial.

Rapinoe foi eleita a craque do Mundial, além disso, juntamente com Alex Morgan e a inglesa White se sagrou artilheiras do Mundial com 6 gols.

A histórica conquista dos EUA veio com recordes. Jill Ellis entrou para a história como a primeira mulher a ganhar duas Copas do Mundos consecutivas. Foram marcados 26 gols (13 só na Tailândia), além da equipe ser a primeira campeã com 7 vitórias em um único Mundial. A USWNT também mantém uma sequência incrível de 12 jogos sem perder, a maior de uma seleção em Mundiais (sequência superior a do Brasil Masculino entre 2002 e 2006). Os EUA ainda foi a primeira seleção a disputar 3 finais consecutivas de Mundial Feminino e a segunda a conquistar dois mundiais consecutivos. Jogadoras como Rapinoe, Morgan e Lloyd entram para a história como as primeiras mulheres a jogar três finais seguidas de Copa.

Uma certeza existe após o fim desse Mundial. Direi aos meus filhos que vi esse time jogar!