Ela não sabia viver sem seu rádio! Para onde ela ia, ela estava com aquele rádio! Não era nenhum rádio moderno, era um radinho velho que havia pertencido ao pai dela. Apesar de velho, era bem conservado e tocava bem direitinho as estações que a menina adorava ouvir. Ela preferia o rádio a tecnologia spotify, segundo ela, o rádio a fazia conhecer músicas novas sempre, enquanto que spotify lhe resumia a um querer particular seu. O rádio era desvendador!

Um certo dia, ao chegar em sala de aula, a menina percebeu que sua mochila havia sido aberto e que tinha tirado seu rádio de dentro. Ela ficou indignada! Ela só tinha ido falar com um professor sobre uma nota de uma prova que ela contestava e nesse tempo, fazem esse mal a ela. Ela tentou pensar em quem poderia ter feito isso. Rodou todo o colégio e nada. Na aula do segundo tempo, nem conseguia prestar atenção no que a professora falava, o mundo havia acabado para ela.

Já quando ia para casa, um menino veio devolver o rádio, disse que o achou na caçamba de lixo, não sabe quem o colocou ali, mas sabia que era da menina do oitavo ano, por quem ele não tirava o olho e obviamente a via sempre com o rádio. A menina perguntou se o menino não topava sair com ela e ouvir um radinho juntos.

Alguns anos depois, os dois ainda se reuniam para ouvir um bom rádio. Não chegaram a namorar, chegaram a ficar, mas tinham um amor em comum que os unia, independente de relacionamento, ambos amavam um rádio, mas obviamente, ninguém mais do que a menina.